Já fui serotonina, virei sertralina
Já tive certeza de tudo, hoje nada sei
Já gostei de pouco, mas prefiro gostar de tudo
Não irei te prometer nada
Afinal
Sou a incerteza
Não vou fugir, nem reagir
Fingir, fora de cogitação
Não minto
Nunca menti
Não sei como é isso
Sou a maior sinceridade
Sou a menor afirmação
Perdi todas minhas convicções
Tudo que achava universal
E hoje,
Nada
Pouco
Faz sentido
Além de sertralina.
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Serotonina, noradrenalina e dopamina
Escrito por
Sofia Carolina
às
21:42
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quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Passagens cronológicas, sem cronologia alguma
Já adianto que não acreditava em possíveis viradas na vida simultaneamente com as viradas cronológicas. Ano novo, vida nova? Não. Muito menos um mês novo com coisas novas, no máximo contas para pagar. Aquele outubro foi diferente e me lembro bem, aquele sim me trouxe coisas novas.
Importante dizer que sempre fui instável e somada com a instabilidade que foi enviada para mim naquele outubro, tudo mudou. Digo para vocês: tomem cuidado, o bem vem disfarçado de mal e o mal vem vestido de bem. E assim foi, o outubro marcante. Uma enxurrada de incertezas, certezas, esperanças e principalmente raiva. Instabilidade.
Você quer saber se eu voltaria no tempo, se pudesse? E se eu te falar do que janeiro me trouxe? Ficaria confuso?
E para dar o tiro final na minha teoria sobre mudanças da vida veio janeiro. O mês que abre o ano e renova as certezas. Para mim? Certezas até demais, tanta certeza que cai de cinquenta andares de um prédio sem paraquedas. Tudo que chegou endereçado na minha casa, veio sem remetente. Cheguei a pensar que o destinatário talvez tenha sido sorteado e nessas horas as forças da sorte se lembraram de mim.
Sorte? Azar?
Ao mesmo tempo que tudo que os meses me trouxeram com rapidez, tudo foi tirado. De uma hora para outra, assim passei a acreditar em possibilidades. Eu, tão cheia de certezas, agora acreditava em ditados populares. Hoje acredito em destino, acredito em mudanças e acredito mais ainda na minha instabilidade. Não acredito no carteiro e muito menos nas cartas. O calendário fixado na minha geladeira, não significa nada...
E as contas para pagar?
Bom... O carteiro não trouxe.
Importante dizer que sempre fui instável e somada com a instabilidade que foi enviada para mim naquele outubro, tudo mudou. Digo para vocês: tomem cuidado, o bem vem disfarçado de mal e o mal vem vestido de bem. E assim foi, o outubro marcante. Uma enxurrada de incertezas, certezas, esperanças e principalmente raiva. Instabilidade.
Você quer saber se eu voltaria no tempo, se pudesse? E se eu te falar do que janeiro me trouxe? Ficaria confuso?
E para dar o tiro final na minha teoria sobre mudanças da vida veio janeiro. O mês que abre o ano e renova as certezas. Para mim? Certezas até demais, tanta certeza que cai de cinquenta andares de um prédio sem paraquedas. Tudo que chegou endereçado na minha casa, veio sem remetente. Cheguei a pensar que o destinatário talvez tenha sido sorteado e nessas horas as forças da sorte se lembraram de mim.
Sorte? Azar?
Ao mesmo tempo que tudo que os meses me trouxeram com rapidez, tudo foi tirado. De uma hora para outra, assim passei a acreditar em possibilidades. Eu, tão cheia de certezas, agora acreditava em ditados populares. Hoje acredito em destino, acredito em mudanças e acredito mais ainda na minha instabilidade. Não acredito no carteiro e muito menos nas cartas. O calendário fixado na minha geladeira, não significa nada...
E as contas para pagar?
Bom... O carteiro não trouxe.
sábado, 23 de março de 2013
Aqui jaz dias passados sem estrelas
Todos os dias eu repetia arduamente o quanto nada estava justo.
Naquela semana e naquele dia tudo seria diferente.
Há quem diga que eu acordei mais sorridente, mais bonita ou menos triste. Mas na verdade é que aqui jaz a falta de esperança e comodismo.
Era como se eu tivesse acordado de um grande pesadelo e entendesse que tudo não era real. Na verdade meus dias eram reais... Só não condiziam com a verdade.
Eu iria agir... viver melhor. Eu vivia, mas não como deveria ser, e culpava todo dia a lua, as estrelas, e o vento por todas minhas falhas e meu destino.
Minha vida não era estrelada, e raramente eu contemplava a Lua.
E meu destino?
Não sei. Nem a Lua sabe, e muito menos as estrelas.
Eu sei que eu fiz algo para mudar.
Vou esperar contando as estrelas.
Naquela semana e naquele dia tudo seria diferente.
Há quem diga que eu acordei mais sorridente, mais bonita ou menos triste. Mas na verdade é que aqui jaz a falta de esperança e comodismo.
Era como se eu tivesse acordado de um grande pesadelo e entendesse que tudo não era real. Na verdade meus dias eram reais... Só não condiziam com a verdade.
Eu iria agir... viver melhor. Eu vivia, mas não como deveria ser, e culpava todo dia a lua, as estrelas, e o vento por todas minhas falhas e meu destino.
Minha vida não era estrelada, e raramente eu contemplava a Lua.
E meu destino?
Não sei. Nem a Lua sabe, e muito menos as estrelas.
Eu sei que eu fiz algo para mudar.
Vou esperar contando as estrelas.
domingo, 6 de janeiro de 2013
Mãos, prédios e liberdade
Era inacreditável
como ele me conhecia como mais ninguém no mundo. Ele conhecia bem minhas mãos e
só, aquilo bastava.
Ele seria
capaz de desenha-las perfeitamente. Sabia o porquê de cada anel, cada marca...
E me questionava todas as vezes que minhas unhas estavam curtas: O que foi? -
Ele sabia que aquilo era sinal de problema, e entendia também que elas médias
era problema solucionado e compridas que lá vinha problema novamente.
Um ciclo.
Como nada vida.
Eram
minutos de analise, cada milimetro era observado e compreendido, depois de um
tempo finalmente dava uma pausa e ria da minha cara de assustada e continuava
sua analise, enquanto eu ficava olhando pela janela. Era uma paisagem comum,
que poderia ser vista todos os dias, por qualquer um, mas para mim tinha um
significado importante, algo como liberdade. Toda vez que via aqueles
prédios me dava vertigem, uma vontade de sair no meio, me perder e esbarrar em
algo ou alguém.
Procrastinei, adiei, e delonguei o quanto pude.
Um dia me
cansei, sai no meio dos prédios e não esbarrei com ninguém que me conhecesse
tão bem quanto você, na verdade nem sequer encontrei com alguém normal. Só
passo meus dias nas ruas procurando por você, espero você bater na minha porta
e pedir para entrar, tomar um café e olhar minhas mãos.
Hoje eu não conheço minhas mãos, e não me
reconheço mais.
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Mudanças
Mudar de nome, de jeito.
Mudar de cabelo e mudar de opnião.
Muda a vida e mudar o rumo.
Mudar pra melhor.
Mudar de cabelo e mudar de opnião.
Muda a vida e mudar o rumo.
Mudar pra melhor.
Sans Fleurs agora é Tecladismo. Uma nova fase :)
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