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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Pra galáxia mais próxima daqui

  Todos os dias antes de colocar a cabeça no travesseiro eu me perguntava o por quê que eu não era iguais aos outros. Não em uma coisa mas em todas. Eu sou um alienígena aqui, não pertenço a esse lugar. Não sou superior e nem inferior aos terráqueos mas eu sou diferente. Um sorvete não é um sorvete para mim. Dou valor enorme ao desvalorizado e desvalorizo o super valorizado. Não entendo o que se passa na cabeça alheia, nas coisas mais simples até nas mais complexas, e muito menos me compreendo. Não sou normal, não sou daqui.
  Talvez meus criadores, progenitores tenham me abandonado aqui. Por que teriam feito isso? Sou tão diferente deles também? Queria ser igual a alguém e poder dizer: você é minha alma gêmea. Eu sei que nunca direi isso. Cansei de ser diferente, quero ser igual. Ser diferente cansa, frustra. Ou me levem de volta pra onde eu nasci, ou pra galáxia mais próxima daqui.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Nunca escrevi sobre sapatos

Talvez você seja como meu sapato preferido
Aquele que a gente nunca tira do pé
E se tira, mantém ele em mente.

Você não sai dos meus pensamentos
Mas quando me forçam a isso
Coloco o resto de você no coração.

Não que eu esteja te comparando com um sapato qualquer
Nem com meu favorito
Até porque um dia ele irá pro lixo
Já você... Permanecerá aqui.

Nunca escrevi sobre meus sapatos
Isso porque gosto muito deles
E pra você dedico tudo e todas as palavras do mundo
Mas isso não é uma comparação.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Receita anti angústia

Aquela angústia era infindável.
Faziam alguns dias que eu não saia de casa
E tinha perdido as contas de quantos dias se faziam.

Resolvi sentar no chão da minha dispensa de alimentos
Com um bloco de anotações e comecei a rabiscar teu sorriso
Rabisquei seu olhar e algumas palavras.

Fiquei esperando que saísse coisas boas dali
Talvez meia colher de esperança
Duas xícaras de futuro bom
E uma pitada de boa vontade.

Mas nada saiu, só rabiscos e palavras soltas.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Sobre braços, fome e você

Dizem que você só valoriza a comida quando você passa fome.
Dizem que você só vai lembrar o quanto seu braço direito é útil, se você um dia o perde-lo.
Dizem que você só valoriza alguém, se um dia esta pessoa sair da sua vida, você perde-la.

Eu já te valorizava antes de te conhecer.
Te valorizava nos meus sonhos.
Continuo te valorizando,
Mesmo depois de te perder.

Eu acordei com um desconforto no peito, uma sensação de vazio... Mais uma vez eu sentia os "sintomas" da sua ausência.
Ausência errada.
Ausência indevida.

Você tinha o dever de ficar aqui.
Pra sempre.
Dizem também que você é eternamente responsável pelo que você cativou...
Pois bem, cá estou e cadê você?
Agora você é responsável por mim.

Sua ausência me acarreta uma falta de ar, e é assim que eu lembro o quanto respirar e ter você era bom.