Me questionaram o que é ter vontades.
Te perguntei e você disse: Quer comer o que hoje?
Eu não tinha vontade.
De comer e de passar um tempo lá, com você.
Mesmo assim não sabia o que era ter vontade.
A única coisa que eu sabia, era pequena, mas era importante...
Ter vontade não se ressumida ao que eu iria comer no jantar,
E sim com quem e da forma que eu iria estar.
Depois de um tempo me disseram que ter vontade é escolher.
Nunca fui boa de escolhas...
Nem com roupas e nem com pessoas.
Foi ai que eu entendi e tive minha primeira vontade explicita.
Logo corri para dar a noticia a todos e inclusive a você
E mais uma vez você disse: O que quer comer hoje?
E eu não sabia o que queria,
Mas eu tinha certeza da minha (necessidade) vontade de mudar.
Mudar, de endereço, de vontades e de vida.
Subverter minha própria existência.
Ser. Mudar.
Viver.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
O dia que escrevi sobre metalinguagem e não sobre você
No meio da noite eu tive um clímax
de criatividade. Precisava escrever. Não escrevi.
Perdi-me no meio das ideias,
dormi e sonhei.
Sonhava que pessoas me ditavam
quantos passos eu devia dar na minha caminhada.
- Dê três passos a frente Sofia!
E claro, eu dava cinco passos e
meio.
Elas viravam para trás e eu
continuava a andar... Teimosia? Talvez.
Acordei e fui escrever, mas toda
vez que olhava o fundo branco aqui, as ideias ficavam brancas também.
A arte de escrever não aceita
teimosia. Você escreve quando sua criatividade manda você escrever, e não quando você quer
escrever. A criatividade que dita quantos passos se deve dar e você respeita.
Naquele dia eu não andei, não
dei cincos passos e meio e também não consegui escrever grande coisa. Nem se
quer escrevi sobre você.
Eu queria agradecer o carinho enorme de vocês! Grande parte das coisas que eu escrevo são puro desabafo, mas com vocês aqui, tudo fica melhor! Obrigada mesmo, de coração <3
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
A arte de se virar e consumir cigarros
Estes dias eu tive uma recaída, acendi um cigarro, e o meu grande escorregão não foi o cigarro mas sim os pensamentos que cruzaram a minha mente durante aquele cigarro.
Maldito.
Ele conseguiu acabar com meu pulmão e meu coração.
Fumava e eu sentia toda a nicotina e aquelas porcarias todas entrando nos meus pulmões e eu morria aos poucos... Fiquei pensando o quanto eu desejava (e ainda desejo) que você atravessasse aquela porta, e me surpreendesse. Por mais que eu desejasse aquilo, ainda seria uma surpresa te ver depois de todo aquele tempo...
Ai pensei nas infinitas vezes que sai fumando por aí nas ruas e no caminho de volta eu pensava que você podia estar na porta da minha casa me esperando, ou na mesa da cozinha conversando com a minha mãe.
O cigarro acabava, e você nunca chegava.
A vida foi injusta de trazendo uma vez e te tirando de mim. assim como ela é também quando te dá dois pulmões e um cigarro e "agora se vire".
Estou me virando, sem você aqui. Com você no pensamento e um cigarro na mão.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Sobre braços, fome e você
Dizem que você só valoriza a comida quando você passa fome.
Dizem que você só vai lembrar o quanto seu braço direito é útil, se você um dia o perde-lo.
Dizem que você só valoriza alguém, se um dia esta pessoa sair da sua vida, você perde-la.
Eu já te valorizava antes de te conhecer.
Te valorizava nos meus sonhos.
Continuo te valorizando,
Mesmo depois de te perder.
Eu acordei com um desconforto no peito, uma sensação de vazio... Mais uma vez eu sentia os "sintomas" da sua ausência.
Ausência errada.
Ausência indevida.
Você tinha o dever de ficar aqui.
Pra sempre.
Dizem também que você é eternamente responsável pelo que você cativou...
Pois bem, cá estou e cadê você?
Agora você é responsável por mim.
Sua ausência me acarreta uma falta de ar, e é assim que eu lembro o quanto respirar e ter você era bom.
Dizem que você só vai lembrar o quanto seu braço direito é útil, se você um dia o perde-lo.
Dizem que você só valoriza alguém, se um dia esta pessoa sair da sua vida, você perde-la.
Eu já te valorizava antes de te conhecer.
Te valorizava nos meus sonhos.
Continuo te valorizando,
Mesmo depois de te perder.
Eu acordei com um desconforto no peito, uma sensação de vazio... Mais uma vez eu sentia os "sintomas" da sua ausência.
Ausência errada.
Ausência indevida.
Você tinha o dever de ficar aqui.
Pra sempre.
Dizem também que você é eternamente responsável pelo que você cativou...
Pois bem, cá estou e cadê você?
Agora você é responsável por mim.
Sua ausência me acarreta uma falta de ar, e é assim que eu lembro o quanto respirar e ter você era bom.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Desta vez não é mentira
Chorei a minha morte, sem ao menos ter morrido.
Chorei a minha vida, sem ao menos ter vivido.
E tudo que eu peço hoje, é uma mudança, pequena ou grande.
Uma mudança.
Por incrível que pareça, e desta vez não é mentira: eu vou sair por aí, eu vou viver.
Sem você.
Chorei a minha vida, sem ao menos ter vivido.
E tudo que eu peço hoje, é uma mudança, pequena ou grande.
Uma mudança.
Por incrível que pareça, e desta vez não é mentira: eu vou sair por aí, eu vou viver.
Sem você.
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